quarta-feira, 20 de agosto de 2014

19/08/14 - HAPPY HOUR PROLONGADO

Terça-feira de muito trabalho. Cansaço acumulado de um fim de semana de abstinência etílica. 18 horas marcam no relógio: momento perfeito para uma fugida da rotina. Após um longo percurso no trânsito caótico de Natal, finalmente chego a meu destino. Um bar com um ambiente propício para fugir dos problemas cotidianos, a Estação do Malte. Baixa luminosidade, rock clássico e reprises de futebol na tv. A fome estampada em meu rosto me faz pedir logo de cara a deliciosa isca de carne. Ótimo prato para acompanhar cervejas encorpadas. Algumas cervejas estavam a minha espera neste dia. Comecei o happy hour querendo "abrir" o paladar, a Funk Ipa foi a primeira escolhida, enquanto esperava a isca de carne ficar pronta. O dono do bar, o Wagner, como sempre muito animado, puxava conversa e o tempo de espera da carne se tornava menor, tanto que a cerveja acabou antes mesmo de saborear o prato. Não importa. A próxima cerveja traria uma nova sensação ao paladar, a Green Flash Saison Diego, cítrica e leve. Não me surpreendi muito com seu sabor, até por que a isca de carne tirou minha concentração. A fome era grande. Tudo acabou tão rápido que não consigo remeter sabores ou aromas com perfeição. O happy hour havia só começado. Havia mais cervejas com "meu nome" à minha espera. A próxima da lista foi a Red Seal Ale. Estava esperando o próximo prato já que a fome ainda me consumia. Cerveja simples, de bela cor e aroma floral intenso. Não é uma cerveja que se fale muito sobre ela, mas como todo novo rótulo, uma nova experiência. O prato não demorou muito e a prosa não parava. Consegui extrair algumas novidades com o Wagner para o futuro do bar. Novos rótulos e novos chopps que estavam por vir. Meus olhos não paravam de brilhar. Pena ser apenas meus olhos que brilhavam naquele momento. Minha companheira, Vanessa, estava grudada ao celular a espera das notas finais de sua faculdade. Finalmente a tensão acabou com um pulo da cadeira e a felicidade em seu rosto. E para comemorar, pedimos um chopp Brooklyn Lager. Meio litro de leveza que combinaram com o sanduíche aberto que havia chegado da cozinha. O happy hour estava acabando e a prosa ficando mais fraca. Outras mesas precisavam de atendimento. 21 horas no relógio: hora da saideira. Ainda havia uma cerveja no freezer com o nome "Denis" em sua tampa. A Lucifer surgiu como uma luva para aquele momento. A fome havia passado. O paladar estava a todo vapor. E os aromas mais nítidos. Dividi esta cerveja com o Wagner. Essa é a cerveja ideal para fazer isso. Dividir a formosa sensação de apreciá-la. Dona do primeiro lugar em meu ranking pessoal de cervejas. Beber aquela cerveja me fez relembrar todas as outras vezes que eu havia bebido-a. Demoramos mais de 10 minutos para acabar uma garrafa de apenas 300ml. Quanto menos gelada ficava, mais saborosa e aromática se tornava. Deu uma vontade de passar em todas as mesas e oferecer um gole para cada um. Já que não tive coragem de ser tão invasivo, resolvi escrever esta crônica. O desejo de transmitir essa experiência é enorme. Torcer para que algum leitor passe lá para prová-la e me conte a experiência. O happy hour havia acabado com um último e saboroso gole da Lucifer. Agora já poderia ir para minha cama e dormir com o espírito leve por ter passado uma noite agradável e sem problemas em mente. Espero que a próxima semana seja tão boa quanto essa.

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